quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Viva o João!



“Viva o povo brasileiro” (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984, 673 páginas) do famoso e exímio escritor brasileiro João Ubaldo Ribeiro. Nascido na Ilha de Itaparica, Bahia, mesmo lugar em que a maioria dos personagens do livro passam suas aventuras. Ubaldo é membro da Academia Brasileira de Letras e ganhador da maior premiação para autores da língua portuguesa, o Prêmio Camões 2008. Também escreveu os livros “Sargento Getúlio”, “O sorriso do lagarto” e “A casa dos budas ditosos”, que causou uma série de polêmicas quando foi lançado.

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O autor tem seus livros publicados em várias partes do mundo, sendo traduzido pelo próprio. Anos atrás, quando Ubaldo passeava pelas Boulevards de Paris, prestara atenção ao seu livro na livraria. Lia, mas não gostava. Os traços não eram os mesmos. A partir daquele dia estava determinado que traduziria ele mesmo seus próprios livros. Sua fantástica habilidade com línguas estrangeiras levou-o ao sucesso internacional. Não havia nada igual. Nenhum escritor conhecido fazia esse tipo de trabalho, tão original e preocupado com os leitores.

O livro retrata o Brasil, envolvendo a história de quatro séculos (XVII ao XXI), do colonizado ao democratizado. Revela em aventuras ficcionais as raízes de um personagem sofrido, mas guerreiro, de tantas diferenças e sutilezas, maior que qualquer raça e superior do que qualquer preconceito, o povo brasileiro.
Colonizado pelos portugueses e pela igreja católica, o brasileiro vibrou nas pastagens, repletas de recém chegados europeus e africanos. A vibração teve seu efeito e não foi apenas nas mortes em combate índio x colonizador, também não foi no canibalismo dos nativos, mas sim na dignidade do povo.


Quantos portugais ainda vivem sobre o nosso Brasil, ou seria Brazil? A globalização surgiu já há algumas décadas, porém não cresceu tanto quanto nos últimos anos, desde as recentes inovações. Com a Internet é possível ficar bilionário em um dia, basta fazer um site inovador útil às pessoas, ou quem sabe encarar uma louca e moderna paixão on-line.


Na obra Ubaldo seleciona o colonizador e o escravizado negro para uma conversa. A autoridade, incontestável na época, daria direitos ao “senhor da terra”, porém a inteligência era do preto. Como assim? Ora se esperteza mede pelas obras, quem ganharia o status quo? O leitor, impressionado com tal feito, mergulhava na esfera da revanche, das vitórias realmente merecidas, das lutas contra o desrespeito ao, ainda não oficialmente conhecido, “Direitos Humanos”.
Na guerra das vaidades o índio vencia seu desejo por mostrar seus brilhos, o ouro que encobria seus corpos encheu o olho do colonizador. A liberdade sexual, a riqueza natural, a fraqueza perante as armas dos colonizadores e a ingenuidade dos índios deixaram os portugueses loucos de tanta luxúria e hedonismo.

Um comentário:

  1. bem não é um livro que eu tenha muita vontade de ler, pois é um tema já muito remechido e visto de e revisto de varias formas. mais uma vez mostrando o resumo dos livros melhor do que um livro de literatura faria.

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